Quem sou eu

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Não ofereço tanto perigo, pelo menos não à primeira vista... Sou complicada, mas também sou bem simples! Depende do ângulo de quem observa, depende do referencial... Sou, mesmo, a personificação da constante contradição! Sempre sincera, sei bem que a verdade é meu defeito e minha virtude! Sinto, falo e depois penso, necessariamente nessa ordem! Gosto de gente, do meu trabalho, de desafios, de rodas de violão, de baladas intermináveis, de teatro, do sossego da minha casa, de cinema, de estudar, de passar as noites em claro, de dormir de dia, de música boa, de comida boa, de bebida boa, gosto de viver a vida! Tudo o que eu faço é com paixão, por isso tem que ser prazeroso! Se você me conhece sabe do que estou falando... mas se ainda não me conhece, aproxime-se, puxe uma cadeira e vamos dar umas risadas, mas se prepare: de perto ninguém é normal...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Tarde da Noite

Era tarde da noite... ela estava lá, deitada em seu quarto, como quase sempre.

Bem que ela queria sair dali e assistir televisão, ler um livro no sofá da sala, ou atacar à geladeira... mas não! Só o fato de cruzar com alguém da família no corredor já fazia sumir qualquer pretenção menos emergente do que fazer xixi.

Ela ficava ali, deitada, sem coragem pra nada além de ouvir aquele CD. Denovo aquele CD que sempre a deixava deprimida. Era uma coisa assim como ter saudades, sem saber de quem ou do que... era evitar o mundo querendo estar em outro lugar.

No meio dessa ânsia dava um aperto no peito, um nó na garganta de vontade de gritar tudo... tudo o quê? Nem ela sabia, mas dava vontade de colocar pra fora.

Pensou em se vestir e sair, sem dar satisfações a ninguém, pra lugar nenhum, sem hora pra voltar.

Quem sabe conhecer alguém? Dar um bom beijo na boca de um estranho pode ser a melhor
solução... ou uma forma de criar um problema real pra administrar.

Será que era esse o problema? A falta de problemas reais pra se envolver?

Enquanto refletia sobre sua vida, a origem do universo, a repressão feminina e o dilema da relação custo-benefício entre a pílula e o DIU, ela dormiu... Sonhou com vampiros. Acordou com o despertador e se arrumou pra aula, sem pensar em mais nada.

2 comentários:

Michael Genofre disse...

Ô vidinha triste!

Não ter problemas reais para se preocupar... lembra-me aquela música "não vai dar, assim não vai dar... como vou crescer sem ter com quem me rebelar" (ou mais ou menos isso! kkkk)

Mas, há um equilíbrio escondido na personagem... afinal, o drama intelectual também é cruel... a conversão dos astros, os dilemas da economia, o estranho marxismo-kantiano de Foucault nas obras de Fernando Henrique Cardoso (AP - Antes da Presidência)... essas coisas...

E assim, "la nave va"... enquanto os problemas se resumem a uma competição de vozes em uma sala de máquina, onde o espectador é desculpa para as vaidades, e não o porquê da apresentação...

QIC disse...

Conflitos quase pós adolescentes, Micha... risos.
Coisas que só os ursinhos de pelúcia é que presenciam e que nem mesmo eles entendem!
Acho que isso até dá um novo post... quem sabe, né?