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Mulher, mãe, pedagoga... tantas e uma só! Única, como todas nós.

sábado, 5 de março de 2011

Origem é onde a alma mora.

Saudade é o que aflige o ser, enche de vazio (as ruas, a cozinha, a sala, o bar).

Raízes são responsáveis por te fincar num chão, para que se possa ir alto e sempre... e mais.

E eu? Eu que nunca os tive de verdade, sinto uma falta imensa do meu vaso de barro!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Comunicáveis

Ele sentou, ligou a luz da escrivaninha e se encheu de coragem. A melhor caneta, a caligrafia mais caprichada, no melhor papel.

Escreveu uma carta para ela.

Uma carta cheia de ternura, que traduzia em palavras tudo aquilo de mais belo que há no sentir.

Nunca a enviou...

Na calada da noite ela se levantou, tomou um papel e rascunhou. Escreveu tomada de uma ispiração ímpar!

Foi assim que ele pôde ver, no mural da escola, aquele que era seu texto: vencedor do concurso de redação, primeiro lugar!



*inspirado na insana coincidência com o Micha!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Que Altura?

Parou na janela e ascendeu um cigarro.

O som dos carros pareciam lhe arrombar a mente, estourar os tímpanos.

Qual a altura do seu apartamento?

Olhou pra baixo e viu o chão, de longe... pessoas pequenininhas andando na calçada.

Mais uma tragada.

Soltou a fumaça como se quisesse expulsar o que há de ruim dentro de si.

O que construira de bom até hoje?

Nada de palpável...

Nada no lugar certo... nessa atura da vida?

Olhou para o chão, outra vez.

Vontade de se largar no vazio.

Ficou com seus pensamentos.

A fumaça sumia no vento.

Deixou de sandices e foi dormir.

Esse não era o final à sua altura.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Próxima Parada

Ele a viu entrar no ônibus e rezou para que se sentasse ao seu lado.

Ela o fez...

"Será que chove?"

Ela sorriu.

Não, não chove: nem hoje, nem nunca mais!

O sol entrou pelo seu coração e o fez segurar sua mão.

Pouco tempo depois, passeavam pela praça.

Conheciam as famílias, marcavam a data.

Como ela estava linda em seu vestido de noiva!

E os filhos? Três... um menino e duas meninas... família feliz.

As crianças cresceram, belas formaturas, orgulhos do pai!

Como ela chorava ao ver cada um se casar, como ele a amava com a carinha inchada.

Compraram a sonhada casa de praia, se mudaram para lá depois da aposentadoria.

Sentados na varanda, tomando uma brisa agradável com cheiro de maresia.

Ele pegou sua mão e lembrou de tudo o que passaram juntos.

Viajou pelo tempo de maneira tão real que nem percebeu que ela descera naquele ponto.

Ela abriu sua sombrinha vermelha e sumiu na multidão.

De uma hora pra outra... Como chovia!


*bem que pode ser baseado em uma memória remota da poesia do Michael (que a gente acha que ele nunca me mostrou!) Hahaha