Quem sou eu

Minha foto
Não ofereço tanto perigo, pelo menos não à primeira vista... Sou complicada, mas também sou bem simples! Depende do ângulo de quem observa, depende do referencial... Sou, mesmo, a personificação da constante contradição! Sempre sincera, sei bem que a verdade é meu defeito e minha virtude! Sinto, falo e depois penso, necessariamente nessa ordem! Gosto de gente, do meu trabalho, de desafios, de rodas de violão, de baladas intermináveis, de teatro, do sossego da minha casa, de cinema, de estudar, de passar as noites em claro, de dormir de dia, de música boa, de comida boa, de bebida boa, gosto de viver a vida! Tudo o que eu faço é com paixão, por isso tem que ser prazeroso! Se você me conhece sabe do que estou falando... mas se ainda não me conhece, aproxime-se, puxe uma cadeira e vamos dar umas risadas, mas se prepare: de perto ninguém é normal...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Veredas

Simplesmente foi, sem saber direito pra onde, pra longe. Lugares desconhecidos, rostos inéditos, novas paisagens...

Caminhou por horas, por dias, longos dias. A jornada parecia nunca ter fim, nem sucesso. Chorou a cada incerteza, a cada insucesso, a cada tentativa frustrada.

Buscava um lugar pra ficar, aninhada, acolhida, pra estar com quem ama e se sentir em casa.

A mente ía ainda mais longe, chegava ao futuro, voltava pra casa... saudades de tudo o que foi e do que há por vir.

Andou até os pés não aguentarem mais, até se embriagar de sol e de mar. Já não tinha condições de continuar, já não podía falar por si. Voando de volta encontrou alguém que fazia quase o mesmo e se confortou por não estar só no turbilhão.

Voltou emfrangalhos, sem saber se fazia o certo, sem querer deixar tudo pra trás: o novo e o eterno. A enfermaria cheirava a éter e nada aliviava as dores, elas prosseguiram por dias. Nos pés, na alma...

Na volta descobriu que não há mais lar onde havia deixado tudo, vive ansiosa por voltar a caminhar.

De manhã

Teve um sonho estranho, como não tinha há anos...

Acordou assustado, o frio da madrugada entrava pela janela esquecida aberta entre um gole, outro e o tombo.

Que horas? Quantos dias havia dormido? Que nada... só vinte minutos!

Outra noite em claro esperando um milagre acontecer.

Outra noite sem saber nem o que espera direito...

O que queria dizer aquele sonho? Os corpos suados numa mistura de amor e ódio não saem da mente, nem por um segundo. Por que logo com ele, a razão de tanta tristeza.

Nada poderia explicar o motivo de sonhar aquilo... a não ser a vontade de fazer parte de tudo o que ela viveu e vive sem ele. Mas se pelo menos fosse com ela...

As saudades são tantas. Agora o desejo e a repulsa se misturam em sua mente, cada vez mais confusa.

Sente os lábios ardidos como depois de um beijo bom e demorado... deve ter mordido enquanto sonhava e só.

Quem sabe mais um trago... mente pra si mesmo. De manhã, tão só..