Quem sou eu

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Não ofereço tanto perigo, pelo menos não à primeira vista... Sou complicada, mas também sou bem simples! Depende do ângulo de quem observa, depende do referencial... Sou, mesmo, a personificação da constante contradição! Sempre sincera, sei bem que a verdade é meu defeito e minha virtude! Sinto, falo e depois penso, necessariamente nessa ordem! Gosto de gente, do meu trabalho, de desafios, de rodas de violão, de baladas intermináveis, de teatro, do sossego da minha casa, de cinema, de estudar, de passar as noites em claro, de dormir de dia, de música boa, de comida boa, de bebida boa, gosto de viver a vida! Tudo o que eu faço é com paixão, por isso tem que ser prazeroso! Se você me conhece sabe do que estou falando... mas se ainda não me conhece, aproxime-se, puxe uma cadeira e vamos dar umas risadas, mas se prepare: de perto ninguém é normal...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Uma Casa no Campo

Juntou paus e pedras, areia e tijolos pra construir um refúgio do mundo. Era a tal "casa no campo" cantada por Elis, que se fez sonho na cabeça de toda uma geração. Pôde dividir o espaço com a família e os amigos, guardar e saborear os discos e os livros.

Viu os filhos crescerem entre as árvores, criarem asas e voarem como a infinidade de pássaros que habitam o lugar.

Sonhou um refúgio, mas colocou de pé um lugar onde o encontro e o reencontro consigo mesmo o fez mergulhar no interior, onde estava sempre cercado daquilo que era mais importante: seu mundo inteiro.

A casa sempre cheia de gente, também tinha muitas idéias. Um tanto do que escreveu e compôs talvez seja devido ao mezanino que trazia as estrelas, o sol e a chuva pro cenário. Fora da janela a poesia estava feita, como fruta no pé, pronta pra ser colhida.

Hoje a casa é distante, como os motivos que a fizeram ser. Finalmente o sonhado aconteceu e ela cumpre o seu papel de reunião em torno do fogão à lenha para as escapadas da realidade.

Já não vive a vida lá... nem ele, nem ninguém. Já não quer e não pode fugir diariamente - que ironia, bem hoje que era o momento, naqueles seus planos que mais parecem é ter vontade própria!

Também me sinto cria sua, brincando de remexer o passado e descobrir as memórias. Hoje eu, moleque perdido no tempo entre as fotografias da arte e da luta, fui conhecer uma casa... mas o que vi foi uma ponte de aproximar as almas.

2 comentários:

Juliana disse...

Eee que lindo, adorei!! :)
Também quero uma casa assim, se não der uma no campo acho que vou construir uma dentro de mim - mas acho que essa é ainda mais difícil que a primeira hehehe
Beijão

QIC disse...

Pois é, Jú... ela existe...
É difícil de estar lá, é difícil de manter... mas ela está lá...
Bem bom! Risos...
Beijo grandão.