Quem sou eu

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Não ofereço tanto perigo, pelo menos não à primeira vista... Sou complicada, mas também sou bem simples! Depende do ângulo de quem observa, depende do referencial... Sou, mesmo, a personificação da constante contradição! Sempre sincera, sei bem que a verdade é meu defeito e minha virtude! Sinto, falo e depois penso, necessariamente nessa ordem! Gosto de gente, do meu trabalho, de desafios, de rodas de violão, de baladas intermináveis, de teatro, do sossego da minha casa, de cinema, de estudar, de passar as noites em claro, de dormir de dia, de música boa, de comida boa, de bebida boa, gosto de viver a vida! Tudo o que eu faço é com paixão, por isso tem que ser prazeroso! Se você me conhece sabe do que estou falando... mas se ainda não me conhece, aproxime-se, puxe uma cadeira e vamos dar umas risadas, mas se prepare: de perto ninguém é normal...

quarta-feira, 11 de março de 2009

A "das oito", de preferência!

Ela já acorda fingindo pra si mesma... finge que se preocupa em estar atrasada pro emprego de que ela não gosta... se pudesse, nunca mais pisava lá!

Chega e diz um "bom dia!" a todos os que encontra pelo caminho... que ironia... detesta essa gente e seus sorrisos tão falsos quanto nota de três Reais. Diz "bom dia" mecanicamente, como quem cumpre mais uma obrigação no ritual do curvamento diário.

O mês inteiro esperando o salário que nem dura uma semana, dinheiro virtual que ela só conhece no extrato do banco. O extrato, sim... no singular! Porque se tirar dois no mesmo mês, se ferra e tem que pagar um absurdo pelo trabalho que ninguém faz (vai me dizer que tem um carinha dentro da máquina digitando o texto explicativo dos seus gastos?). Tira o extrato e observa os valores que nunca segurou na mão e todos os débitos automáticos e compensações de cheques que levaram tudo o que tinha, ou que quase teve. Sorri e finge pra si mesma o contentamento de quem pagou as contas e mantém o nome limpo.

Finge que entende o problema insignificante de uma amiga, equanto mastiga o almoço no seu restaurante preferido. Finge o motivo da preferência: ela odeia a comida de lá, mas o preço...

Finge que não entende a cantada no corredor, que não foi com ela aquela bronca do supervisor, que a chefe é competente e que aquela fulana merecia a promoção... finge! O tempo todo!!!

Sempre que desabafa usa metáforas, nunca vai direto ao problema, tem medo de se expor, medo de magoar os outros e medo do ridículo que é se dizer o que vem à mente. Sempre diz tudo o que pensa na lata, só que nas entrelinhas... quase ninguém entende, mas todo mundo acaba compreendendo a seu jeito e interpretando a seu modo. Todos parecem achar que ela é sincera, que se expressa bem... mas ninguém, nem uma única vez, entendeu do que ela falava de fato.

O seu sonho era escrever novelas...

4 comentários:

Dentro da Bota disse...

Adorei o texto...

Passando paa conferir!!!!

Beijinhos...

Gi!

QIC disse...

Que legal, Gi!
Bom ter você passando por aqui...
Beijo grandão!

Jarbas disse...

ela sou eu, durante uma semana.
ainda bem que consegui arrancar o chip que ia me transformar num robô;

QIC disse...

Jarbas!
Estou retomando blog e só vi seu comentário agora...
Serve resposta atrasada?
Saudadoona!

Bjs