Quem sou eu

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Não ofereço tanto perigo, pelo menos não à primeira vista... Sou complicada, mas também sou bem simples! Depende do ângulo de quem observa, depende do referencial... Sou, mesmo, a personificação da constante contradição! Sempre sincera, sei bem que a verdade é meu defeito e minha virtude! Sinto, falo e depois penso, necessariamente nessa ordem! Gosto de gente, do meu trabalho, de desafios, de rodas de violão, de baladas intermináveis, de teatro, do sossego da minha casa, de cinema, de estudar, de passar as noites em claro, de dormir de dia, de música boa, de comida boa, de bebida boa, gosto de viver a vida! Tudo o que eu faço é com paixão, por isso tem que ser prazeroso! Se você me conhece sabe do que estou falando... mas se ainda não me conhece, aproxime-se, puxe uma cadeira e vamos dar umas risadas, mas se prepare: de perto ninguém é normal...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Nada demais.

Naquele dia não tinha acontecido nada demais. Ele tinha levantado às sete, como sempre. Às oito, estava no trabalho. Saiu pra almoçar a mesma comida de todo dia, no restaurante da esquina, ao meio dia. deixou o trabalho às 17 horas, mas antes humilhou o porteiro do escritório pra não perder o costume.

O trânsito o deixou louco, como sempre acontecia. Chegou cansado em casa, como era de costume.

Os filhos implorando pela atenção que ele só iria dar no final de semana, o cachorro que nunca viu um só sorriso do dono insistindo pra brincar, a esposa perguntando "como foi seu dia?" e ouvindo como resposta um"bem" tão vago quanto o que teria dito a um completo desconhecido que ousasse se intrometer em coisas tão importantes de sua vida.

Foi dormir às 11 horas, como sempre fazia, sem saber do que poderia estar lhe esperando.

Em sua vida vazia, ouviu o despertador na manhã seguinte, mas não compreendeu o real motivo de acordar sozinho na cama, nem de não ter os filhos à mesa do café, nem de não ver o pobre cão mendigando carinho enquanto mastigava as duas torradas costumeiras de sempre.

Continuou a rotina sem nem se perguntar onde estavam todos. Não se questionava nem se eles existiram de fato algum dia, ou se havia sido um sonho estranho.

Passou a costurar as próprias cuecas, e a comprar camisas decentes, sempre que era preciso. Ele dava as ordens à diarista que nunca teve coragem pra tocar no assunto da família.

Levantava, dia após dia... deitava dia após dia, por anos a fio... até o dia do enfarto. Morreu sem deixar lágrimas... não foi nada demais.

6 comentários:

Ana disse...

Oi Queisse!
Sim, eu te conheço!
Acho que talvez tenha sido aluna da minha irmã tbem na UFPR...
Os teus blogs são ótimos!
Vou ser frequentadora!
E se tiver pautas e dicas pro meu, me avisa por favor
bjo

QIC disse...

Olá, Ana!
Seja bem vinda por aqui...
Sua irmã não foi minha professora, mas eu a conheço e acho que é uma pessoa fantástica!
Obrigada pela opinião, que bom que está gostando... Mas quando for pra criticar, o espaço está aberto da mesma forma (risos).
Volte mais vezes, viu?
Bjs

Jonivan Carlos de Oliveira "Tim" "Sherek" disse...

Exelente texto Tia QIC... E somente os loucos endarão a Terra.... Bjos

QIC disse...

Joni, tem coisas que só você...
Beijão!!!

Mr.Jones disse...

faz tempo hein? pensei q nao ia aparecer mais.
saudades dos seus comentarios.
smuacks

Michael Genofre disse...

Atualiza! Atualiza! Atualiza! kkkkkk

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Aproveitando o ensejo, seu blog foi indicado pelo meu para o selo "J'Adore tien Blog". Para saber mais, acesso o meu blog: http://cozinhadonosense.blogspot.com.

Beijão!